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A importância da Liberdade

Dentro da Filosofia Montessoriana duas condições são necessárias para que o processo do desenvolvimento da criança ocorra: o relacionamento com o ambiente, tanto com as pessoas como com as coisas que ali estão. É através dessa interação que a criança entende os seus limites e os limites do “universo”. O outro fator importante é a liberdade. Quando não acontecem essas duas condições a criança não atinge seu desenvolvimento em potencial, e nas palavras de Paula Polk Lillard, no livro “Método Montessori, uma introdução para pais e professores”, a criança definhará.

 

Quando extrapolo esse pensamento para os idosos, é nítida a relação entre relacionamento, liberdade e a condição psíquica. Essas mesmas duas condições são muito presentes no envelhecimento. Ao começar a ser privado de locomover-se livremente por conta própria, seja por condições físicas ou por excesso de zelo e cuidado dos familiares, tal como é feito muitas vezes com as crianças, o idoso começa a perder o interesse e curiosidade pelo universo. Os relacionamentos nesta fase da vida também são frágeis e tudo isso leva, usando as mesmas palavras do livro, há um progressivo processo de definhamento do ser humano.

Maria Montessori dizia:

“Um dos maiores erros de nossos dias é pensar no movimento em si mesmo como algo separado das funções superiores (…) O desenvolvimento mental deve estar conectado com o movimento e dele depender. (…)

 

Assim como é importante que a educação e estimulação da criança se inicie logo ao nascimento, e isso acontece todo o tempo e em qualquer ambiente, o mesmo deve ser estendido para os últimos anos de vida do ser humano, mesmo porque não sabemos quantos esses anos serão, não é mesmo?

 

É preciso que o idoso esteja em contato com a natureza, em movimento, em ambientes estimulantes, construindo e alimentando relações. Faz parte do ser humano, em qualquer fase da vida. Não estou falando de levar o idoso e o soltar em uma praça e um bosque para que ele corra, mas promover situações em que ele possa ser estimulado de forma natural. Um caminhar no calçadão da praia, por exemplo, e mesmo que levado em uma cadeira de rodas… Quantos estímulos, lembranças e oportunidades de conversa surgirão.

 

Preferencialmente, deixe o celular bem guardado e se faça acompanhar de calma, paciência, tranquilidade e interesse genuíno. Não há dúvidas de que será extremamente proveitoso não só para o idoso, como para quem se der a oportunidade de acompanhá-lo.

 

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